quarta-feira, 26 de junho de 2013

Um escrito sem fim para um (re)começo



Está escuro aqui. Já passa da meia noite. Exatos trinta e dois minutos. O espelho reflete a luz da lua. Tem luz nas pontas dos meus dedos. Tem luz em cada palavra que escrevo. Tem resquício de chuva lá fora. As folhas do ipê caem. Todo ano é assim: tão-bonito-tão-rápido. E eu sempre fico querendo tirar uma foto, mas essa imagem eu tenho na lembrança. Há dezessete anos que as flores caem no meu telhado. 
Está cheio de silêncio aqui. Bem que essa chuva podia cair mais forte. O vento podia assoviar.

Porque é que o vento assovia hein? 
Porque é que a gente resolve escrever no meio da noite depois de tanto tempo passados exatos cinquenta e dois minutos da meia noite numa noite chuvosa e escura onde nem o vento se atreve a fazer barulho?

Eu sei lá...

O vento continua assoviando eu continuo escrevendo e pensando em como é que você leitor vai enfrentar toda essa falta de vírgulas nesse meu escrito tão sem sentido tão sem mensagem tão escrito-de-noite-chuvosa-silenciosa-sem-vento-sem-porquê.
A questão das vírgulas eu explico: deixei de lado o meio termo. Ou acabo ou continuo e desse jeito decidi ou é ponto final ou é escrever desse jeito engraçado até achar que é a hora de acabar (e ir colocando uns parênteses no meio de tudo porque todo mundo tem direito a mudar de ideia). Acho que é a hora de acabar. Só queria dizer que eu voltei e dessa vez é pra continuar (e sem ponto final por enquanto)