terça-feira, 8 de maio de 2012

A matemática do fim


Um, dois, três, quantos?
Cinco, seis, sete, todos.
A dose certa para a dor certa.
Quanta dor?
Dor nenhuma, dor demais, nada.
A dose certa pra tudo incerto.
Tem certeza?

Oito, nove, dez(espero)
Dez(controle), dez(istir)
Desisto, outro número.
Trinta e cinco.
Trinta e cinco batidas na mesa.
Trinta e cinco no volume da tevê.
Trinta e cinco vezes checar a janela.
Doendo trinta e cinco vezes mais.

Um mais um é sempre dor
O número agora é um:
Um corte, uma corda, um tiro
Não é pra qualquer um
Uma capsula não basta
Um riso louco, uma lágrima e 
BUM
É o fim.
(E se não for?)