quinta-feira, 22 de março de 2012

Diálogo de um amor inventado


Os mesmos malditos olhos, e a boca, o perfume... Ah o perfume!
- Eu vi o que você escreveu.
Aquela voz, sempre tão sutil, tão leve.
-Ah...
-Achei bonito.
-Sei.
Ele riu. Ele sempre ria quando o silêncio ameaçava aparecer.
-Sabe pra quem eu escrevi?
-Pra quem?
-Pra você.
"Tudo o que eu já escrevi foi pra você".

Um final inventado para um diálogo de amor inventado:

Lágrimas, muitas. Ela vira as costas e desce as escadas sem olhar pra trás, vai embora sem dizer uma palavra. A boca está em silêncio, a mente incessante e o coração, o coração em pedaços. Outra vez.

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